Gaúchos em Cena
O Gaúchos em Cena, iniciativa histórica do Porto Alegre em Cena, retorna em 2026 para reafirmar um de seus compromissos mais importantes: reconhecer, registrar e preservar a memória de artistas que ajudaram a construir a história das artes cênicas do Rio Grande do Sul.
Em sua 11ª edição, o projeto homenageia Adriane Mottola, artista cuja trajetória se confunde com momentos fundamentais da renovação do teatro gaúcho. Atriz, diretora, autora e uma das fundadoras da Stravaganza, Adriane construiu, ao longo de décadas, uma obra marcada pela experimentação, pelo humor, pela pesquisa de linguagem e pela criação de universos cênicos que aproximam diferentes gerações do teatro.
Sua trajetória atravessa o teatro para crianças e o teatro adulto, a dramaturgia, a direção, a atuação e a produção. Ao lado de Luiz Henrique Palese e outros artistas, participou da formação da Stravaganza a partir de Shandar e o Feitiço de Mungo, em 1988, espetáculo que inaugurou uma pesquisa sobre máscaras teatrais que acompanharia a companhia em diferentes momentos de sua história. Ao longo dessa caminhada, Adriane esteve ligada a trabalhos que se tornaram referências no Rio Grande do Sul e como diretora, desenvolveu uma linguagem própria, em diálogo com a música, a visualidade, o jogo cênico e o imaginário popular.
Mais do que celebrar uma carreira individual, a 11ª edição do Gaúchos em Cena propõe um olhar sobre o próprio percurso das artes cênicas no Estado. A história de Adriane é também a história de grupos, artistas, espaços, encontros e processos criativos que fizeram de Porto Alegre um território fértil para a experimentação teatral.
11ª EDIÇÃO
ADRIANE MOTTOLA

LIVRO
Gaúchos em Cena reconhece a memória das artes cênicas nos processos, nas relações, nas escolhas estéticas e nas gerações de artistas que transformaram a cena ao longo do tempo. Em 2026, o projeto volta a colocar essas trajetórias em evidência para que possam ser conhecidas, revisitadas e transmitidas às novas gerações.
Ao homenagear Adriane Mottola, o Gaúchos em Cena celebra uma artista que fez da cena um espaço de invenção permanente e reafirma a importância de preservar a memória de quem ajudou a construir o teatro do Rio Grande do Sul.